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Que experiências brasileiras em inovação podem servir de exemplo para empresas francesas? Como a França
investe e desenvolve inovação? Estas e outras perguntas estão sendo respondidas na Semana da Inovação
França Brasil, realizada pelo Sistema Fiep, de 15 a 17 de setembro, em Curitiba. O evento fez parte do calendário
de atividades comemorativas ao Ano da França no Brasil. Seminários, visitas a indústrias e histórias
de empresas inovadoras fazem parte da programação. O evento, também gerou oportunidades para negócios
e para a realização de parcerias.
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"Os projetos brasileiros apresentados são muito inovadores e interessantes, e estão de acordo com necessidades mundial, não apenas do Brasil. Fiquei muito impressionado", afirmou Jacques Biton, diretor da francesa De Inove Biotechnologie. Para o empresário francês, o destaque foram projetos de empresas paranaenses na área de tecnologia de informação e desenvolvimento sustentável.
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"Certas atividades no Brasil estão no mesmo nível de países como França, Alemanha ou Japão", afirmou Gérard Gaveau, diretor da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi) na França - entidade parceira na realização do evento. "Existe complementaridades extraordinárias entre a França e o Paraná, sobretudo no que diz respeito à biotecnologia, eletrônica, energia, madeira e móveis", completou.
Os seminários e debates trataram de parcerias, financiamentos, riscos e ganhos com a inovação. O diretor de Inovação da Fiep, Ronald Dauscha, lembrou que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cita como os principais incentivos os programas de cooperação entre universidade, empresa e institutos para realização de P&D em áreas estratégicas e maior envolvimento dos atores privados no processo de decisão, planejamento, gestão e avaliação dos programas públicos. Outras formas de apoio seriam a criação de centros de pesquisa regionais que apoiassem Arranjos Produtivos Locais (APL) e de institutos virtuais de pesquisa e tecnologia.
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"Já os incentivos para investimentos em ampliação de capacidade, exportações de produtos e internacionalização das pequenas e médias empresas, inovação - através de crédito, subvenção, renda variável e outras medidas, devem partir de uma Política de Desenvolvimento Produtivo", ressaltou Dauscha.
Os pólos regionais já são uma experiência de sucesso na França. A gerente de Relações Internacionais na América Latibna da Paris Développement - Agência de Desenvolvimento Econômico, Laurence Kirsner, informou que Paris conta com sete pólos regionais de competitividade, que integram empresas francesas e estrangeiras. A capital francesa tem 1 bilhão de euros para investir em inovação, pesquisa e ensino superior nos próximos seis anos e 80 mil pesquisadores em atividade.
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Laurence disse aos empresários participantes do encontro que a Paris Développement pode atender empresas brasileiras inovadoras. "Oferecemos orientação para a implantação e desenvolvimento das empresas, por meio de ajuda na busca de locais, financiamento e soluções administrativas; disponibilizamos especialistas
Casos de sucesso - As atividades da Semana da Inovação iniciaram com a apresentação dos casos de sucesso das empresas Digital SK, Laboratório Biophytis, Embafort Embalagem Industrial, Bio Smart Sistemas Avançados de Reabilitação, Daiken Soluções Tecnológicas e DeInove Biotechnologie.
Gostaria de ouvir comentários sobre a experiencia Francesa em APL's e no desenvolvimento e interiorização da tecnologia. Vejo que as preocupações se concentram, sempre, no assunto em si, sem ponderar se existe uma adequação as peculiaridades do interior, ou na aplicação dos conhecimentos sobre este tema, apenas nas grandes cidades. Não se poderia desenvolvver programas específicos para o interior?
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