Conheça a atuação dos doutores nas empresas
Caso Sperafico :
A Sperafico Agroindustrial, com sede em Toledo, no Oeste do Paraná, foi buscar a experiência de um doutor
para inovar e lançar novos produtos. Tradicional na área de esmagamento de soja, há cerca de cinco anos a empresa passou a
investir em produtos com maior valor agregado. "Foi uma exigência do mercado porque se continuássemos apenas com commodities
não teríamos sobrevivido", conta Cesar Augusto Sela, gerente industrial. A Sperafico contou com a consultoria de Masuo Okada,
doutor em Engenharia Química, com 30 anos trabalha na área de alimentos, para desenvolver a lecitina de soja, produto que
permitiu um reposicionamento da indústria no mercado.
Para Okada, o grande distanciamento entre o meio acadêmico e as empresas leva à formação de doutores com
pouco ou nenhum conhecimento do mercado. "Antes de partir para um doutorado, os profissionais deveriam ter uma atuação junto
às empresas para saber melhor o que elas necessitam", afirma.
Caso Nutrimental:
Em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, a Nutrimental, indústria do setor de alimentos,
contratou uma doutora para gerenciar a área de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos. É Sílvia Deboni Dutcosky, engenheira
química, mestre em Tecnologia de Alimentos pela UFPR e doutora em Ciência de Alimentos pela UEL. "Buscávamos uma pessoa que
tivesse potencial para trabalhar com inovação, mas que também tivesse experiência na área empresarial", conta o diretor da
empresa, João Alberto Bordignon.
Em 1985, logo após se formar, Silvia trabalhou na própria Nutrimental e depois na Todeschini, outra indústria
do setor alimentício. Foram cinco anos na iniciativa privada depois de se decidir pela área acadêmica. Mas, mesmo nos 16 anos
em que ficou na universidade, não se distanciou do mercado. Continuou prestando consultoria a várias indústrias.