Setor moveleiro aposta na ampliação de grandes negócios com compradores internacionais que vêm
para a feira de Arapongas
A Feira de Móveis do Paraná (Movelpar) está sendo encarada como um divisor de águas por 888 empresas
da região de Arapongas. A expectativa do setor é que se confirme a tendência de crescimento em vendas
verificada no início deste ano. O setor já alcançou 5% a mais de lucro em janeiro deste ano, quando comparado
ao mesmo período do ano anterior. A feira moveleira, que acontece entre 9 e 13 março, em Arapongas, reunirá
150 maiores lojistas nacionais e outros 15 grandes compradores internacionais. Para 2009, lideranças moveleiras e empresários
presumem que o crescimento interno deva ficar entre 5% a 10%. Para exportadores de móveis, a expectativa está
entre 10% e 20% a mais no faturamento, impulsionado, principalmente, pela desvalorização do real frente à
moeda americana.
O setor cresceu 15% no ano passado. Ainda não sabemos como irá se comportar o mercado em 2009. Em janeiro deste
ano tivemos 5% de crescimento. Nossa expectativa é que se confirme esta tendência positiva nas vendas para este
ano , declarou Irineu Munhoz, diretor da Associação Brasileira do Mobiliário (Abimóvel), coordenador
Regional da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep-Arapongas) e diretor Sindicato da Indústria
Moveleira de Arapongas (Sima).
O Pólo Moveleiro do Norte do Paraná saltou de R$ 480 milhões em 2000 para um faturamento de R$ 1 bilhão
em 2007. É o segundo maior do país em faturamento. Das 888 empresas, 17,4 mil pessoas estão empregadas
formalmente. Só em Arapongas, são 9,9 mil empregos diretos, em 195 empresas moveleiras na cidade. Ainda sofremos
com a falta de mão-de-obra qualificada , declarou Munhoz, ao acrescentar que o Centro de Tecnologia da Madeira (Cetman-Senai)
de Arapongas vem se empenhando nos últimos anos na formação destes profissionais.
O proprietário da Colibri Móveis do Brasil, José Lopes Aquino, confirma a falta de mão-de-obra
no setor. Falta gente qualificada para diversas fases da produção , assinalou. Ele informou que nos 3 últimos
anos a empresa vem crescendo em volume e faturamento. Aquino prevê que das 450 mil peças (móveis) vendidas
em todo ano passado, sua empresa aumente em 10% a venda interna e 6% na venda externa. O empresário informou que para
dar conta da demanda está ampliando a área fabril em 5 mil metros quadrados.
O coordenador da Fiep, Irineu Munhoz também está ampliando o parque fabril de sua empresa, a móveis Kaemumm,
em 9 mil metros quadrados. Mas o líder moveleiro lembra que o ano passado o setor amargou no último trimestre
uma queda de 20% nas vendas. Mesmo diante da queda no faturamento, o setor fechou o ano de 2008 com 15% de crescimento. A
crise econômica ocasionou uma falta de confiança, prejudicando especialmente o crédito , lembrou.
Durante Movelpar importadores de móveis da Costa Rica, Índia, México, Marrocos, Jordânia, Moçambique,
Venezuela, Peru, Sérvia, El Salvador, Equador e Emirados Árabes estarão presentes no Centro de Eventos
Expoara. As rodadas de negociação ocorrem entre os dias 10 e 12, no período da manhã, das 9 às
12 horas.
Os importadores de nossos móveis vêm atrás de inovação, designer e criatividade destacou
Munhoz. Já o empresário da Colibri confirma a preferência dos importadores. O guarda-roupa, com três
portas de correr, é um sucesso no exterior , lembrou Aquino, ao informar que há 8 anos exporta imóveis.
Sobre as inovações para 7 edição da Movelpar, o empresário faz segredo. As novidades durante
a Movelpar ficarão por conta de 190 expositores.
Edson Pereira Filho
Reportagem Local
Envie para um amigo