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Empreendedorismo é alternativa para o desenvolvimento da carreira
Empreendedorismo é alternativa para o desenvolvimento da carreira
Empresária aponta caráter e determinação como características primordiais para os profissionais que querem se destacar no mercado de trabalho
Uma trajetória de muita luta, conquista, sucesso, altos e baixos. A história de vida de Lúcia
Figueiredo se mistura com sua história profissional que começou aos 14 anos, no primeiro emprego em uma confecção
em Japurá, pequena cidade do Noroeste do Estado, próxima a Cianorte. A empresária foi uma das convidadas
para falar nesta terça-feira (04) na Expotalentos – Feira de Estágios e Profissões promovida pelo
IEL Paraná. Falando para um público jovem, formado em sua maioria por estudantes ou recém formados que
buscam um lugar no mercado de trabalho, Lúcia Figueiredo mostrou que o empreendedorismo também pode ser uma
saída para o desenvolvimento da carreira.
Com habilidade nata para o mundo da moda, Lúcia logo se destacou na pequena confecção
de Japurá. Já aos 16 anos passou a ser encarregada de produção e aproveitou os conhecimentos adquiridos
para iniciar o vôo solo como sacoleira aos 19 anos. Daí não parou mais e constituiu uma das mais famosas
marcas de roupas femininas do País que leva o seu nome. “Sempre quis o melhor, sempre busquei mais e nunca desisti
de lutar pelos meus ideais”, assinalou a empresária.
Mesmo em meio ao nascimento dos filhos e às viagens a São Paulo para comprar novos produtos, Lúcia concluiu
duas faculdades e ainda teve tempo para abrir lojas e fábricas que se multiplicaram em número e tamanho. “Sempre
tive a ajuda da minha família e olho no negócio e, acima de tudo, sempre acreditei no que estava fazendo. O
sucesso só vem quando acreditamos naquilo que queremos”, destacou.
A partir de 1994, 12 anos depois do primeiro emprego, a empresária montou sua própria fábrica
em Cianorte e sua marca começou a ganhar espaço no mercado. Na época, foi inaugurando uma loja após
a outra e em 1998 ela lançou uma segunda marca, a “Retrato Falado”, mantendo a já consagrada “Lúcia
Figueiredo” nas lojas. “Foi uma fase de transição por que não queríamos chocar o nosso
cliente. Conseguimos aos poucos colocar a “Retrato Falado” também em evidência”, disse.
Lúcia conciliava a produção no chão de fábrica com a criação e desenvolvimento
de seus produtos. Sempre acompanhou tudo de perto, desde a escolha de cores, tecidos e modelos, até a confecção.
Também é ela quem busca as novidades sobre tendências no mercado internacional, em viagens constantes
para os Estados Unidos e a Europa. “A qualidade sempre foi a minha prioridade e, por isso, conseguimos conquistar nosso
cliente com produtos criativos, bonitos e exclusivos”, contou.
Com marca e indústria totalmente engrenadas e a pleno vapor, a empresa sofreu, em 2004, um grande baque. Um incêndio
destruiu a fábrica de 5 mil metros quadrados em Cianorte. Milhares de metros de tecidos desenvolvidos com exclusividade,
além de um grande estoque de matéria-prima e maquinários foram perdidos. “Foi um dos momentos mais
tristes da minha vida. Tive que me reerguer e reconstruir tudo novamente”, lembrou Lúcia que, em nenhum momento
pensou em desistir. Apesar das dificuldades a marca, que já estava consolidada, reconquistou seus consumidores.
Além da reconstrução da fábrica de 5 mil metros quadrados, seu parque fabril
foi ampliado com mais quatro unidades que atendem as lojas. A empresária mantém sete lojas próprias e
vende sua produção para todo o Brasil e o exterior.
Com a experiência de quem enfrentou muitos obstáculos, mas conseguiu vencer, Lúcia
espera a mesma garra e determinação de seus colaboradores. “Quando entrevisto um candidato a uma vaga
em minha empresa sempre digo que espero que um dia esta pessoa possa assumir o meu lugar. Por isso, avalio características
como comprometimento, valores e a busca incansável pelo novo”, afirma. Para ela, não basta ter o conhecimento
adquirido na faculdade. “O conhecimento real só se adquire no dia-a-dia, na prática. Acredito também
que caráter não se forma na escola, é algo inerente à pessoa e eu valorizo muito isso”.



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