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Fiep quer aumentar a participação de doutores nas empresas
Fiep quer aumentar a participação de doutores nas empresas
Maioria dos pesquisadores brasileiros está no meio acadêmico. Sistema Fiep disponibiliza serviços para identificar profissionais que respondam às demandas das indústrias
O mercado de trabalho passou por uma evolução nos últimos anos. Hoje, a graduação
não é mais um diferencial, é uma necessidade, e o mercado exige cada vez mais especialização
dos novos profissionais. Existe um mito muito grande de que mestres e doutores devem atuar apenas na academia. A grande questão
é que as universidades não têm como absorver os profissionais que se formam todos os anos, enquanto que
nas indústrias faltam profissionais. A afirmação é de Ieda Tacla, coordenadora da Antena ABG Brasil,
uma representação da Associação Bernard Gregory (ABG), da França, que promove a inserção
de doutores nas empresas.
Ieda ministrou a palestra “Indústria: um potencial de desenvolvimento de carreira para mestres e
doutores” nesta quinta-feira (06), na Expotalentos, em Curitiba. Segundo Ieda, existe um potencial para que os mestres
e doutores desenvolvam trabalhos em indústrias. “Queremos envolver nossos pesquisadores com o setor produtivo.
A maioria dos mestres e doutores brasileiros ainda está no meio acadêmico”, disse, lembrando que para inovar,
as empresas precisam absorver esses doutores.
A professora de Administração e Empreendedorismo da Facinter e mestre em Administração,
Erika Onozoto, sempre trabalhou no meio acadêmico, mas tem interesse em trabalhar no setor produtivo. “Gosto muito
de pesquisa e, com certeza, desenvolveria um trabalho em uma empresa se tivesse oportunidade. Acredito que as empresas deveriam
buscar mais os acadêmicos para parcerias”, disse.
Para amenizar este quadro e aumentar a participação de doutores nas empresas, o Sistema Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) disponibiliza uma série de serviços para identificar
profissionais que respondam às demandas das indústrias. Um deles é a Antena ABG Brasil, que surgiu em
setembro de 2005, com a parceria entre o Sistema Fiep, por meio de uma iniciativa conjunta do Senai e IEL, e a ABG. Essa parceria
deu início a um trabalho de colocação de doutores franceses e brasileiros em empresas.
Segundo Ieda, a Antena ABG Brasil está a serviço das empresas para ajudá-las a identificar
as competências dos doutores e melhor integrá-los nas empresas, aproximando assim, o mundo acadêmico do
mundo empresarial. Existem hoje 120 Antenas em todo o mundo.
“O Brasil precisa estimular esta integração entre empresas e universidades como forma de
promover o desenvolvimento. Os doutores e empresas cadastrados na Antena ABG têm acesso ao banco de vagas e currículos
de pesquisadores brasileiros e internacionais. É uma excelente oportunidade para doutores que queiram desenvolver pesquisas
no sistema produtivo e para empresas interessadas em pesquisa e desenvolvimento”, afirmou. O acesso à Antena
é on-line e pode ser acessado pelo site www.ielpr.org.br/antenaabg.



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