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Waldez Ludwig encerra Expotalentos com palestra sobre jovem, comportamento e mercado de trabalho

Waldez Ludwig encerra Expotalentos com palestra sobre jovem, comportamento e mercado de trabalho

Consultor em Gestão empresarial, Ludwig falou sobre sucesso nos negócios. Palestra marcou o encerramento da 1ª edição da Feira de Estágios e Profissões do IEL, em Curitiba

    Antigamente, para uma empresa ser bem sucedida bastava capital, mão-de-obra e infra-estrutura. Hoje, com a concorrência cada vez maior, outros ingredientes são necessários para garantir a competitividade, especialmente inovação e ‘cérebros-de-obra’, ou seja, pessoas incentivadas a render e tratadas como seres humanos. A afirmação é de Waldez Luiz Ludwig, professor e consultor em gestão empresarial, que proferiu a palestra magna “Jovens como Diferencial para o Sucesso nos Negócios” no encerramento da Expotalentos 2008 – Feira de Estágios e Profissões que do IEL Paraná, na noite de quinta-feira (06), no Cietep, em Curitiba.
    Segundo Ludwig, assim como as necessidades das empresas, os pré-requisitos para ser um bom profissional também mudaram. A motivação, a garra e a lealdade perderam espaço para a integridade de caráter e a fidelidade à empresa. As empresas estão preocupadas com o comportamento dos colaboradores, com o futuro da empresa e nem tanto com a formação do candidato, mas sim com o que ele é.
    “Um craque profissional tem que ter iniciativa, lealdade, comprometimento com metas e resultados, ser visionário, gostar de correr riscos sem correr perigo, ter visão de conjunto/equipe e comunicar-se bem”, disse Waldez, dando dicas do que é necessário para ingressar e permanecer no mercado de trabalho. “Ter uma estratégia é essencial para se alcançar uma carreira de sucesso, porém o mais importante é fazer o que gosta e ter talento para isso”, ressaltou.
    Segundo Ludwig, a preocupação com a sustentabilidade no âmbito geral, assim como a responsabilidade social, preservação da natureza, saúde e segurança são pré-requisitos para o ingresso numa boa empresa. “É preciso ser um bom cidadão para se conquistar um bom emprego. Existem empresas que dispensam um bom profissional por perceberem que ele é preconceituoso, egoísta e não pensa no futuro. É preciso ter os valores éticos e a responsabilidade social como prioridades”, avaliou o consultor, ressaltando que há empresas que demitem funcionários que não cumprem suas obrigações sociais. 
    Para o consultor, o jovem é quem mais entende do futuro. “Os jovens fazem parte do futuro, por isso têm grandes chances de construir uma carreira de sucesso, se preocupar com o comportamento que a empresa espera, ou seja, menos ligado à posse e mais ao conceito do bem material ao significado. Para o jovem, o futuro ainda não existe, portanto pode ser criado. O futuro não pode ser previsto, mas sim identificado”, disse Ludwig.
    De acordo com ele, o jovem também representa o futuro, as novidades e deve tirar proveito disso corretamente. “É preciso saber para onde o mundo vai e o jovem sabe, pois faz parte deste mundo. O jovem é cheio de energia, ímpeto, gás, oxigena a empresa e gera resultados fantásticos, mas também catástrofes se não tiver moderação, um mentor. É preciso conciliar os conhecimentos dos jovens com os dos mais antigos, pois são os guardiões dos valores, dos princípios, da história, da moral e da ética, sabem como não perder o que a empresa conquistou com a outra geração. É preciso haver equilíbrio”, alertou.
    “O jovem tem que correr riscos, experimentar, não precisa ser conservador como os mais velhos. Ele precisa descobrir o seu talento, aquilo que faz e faz muito bem, não tem nada a ver com a profissão. Por isso, o autoconhecimento é importantíssimo na hora de decidir o que realmente quer fazer, com o que quer trabalhar”, afirmou Ludwig, ressaltando que complementar a formação também faz parte do caminho rumo ao sucesso profissional. “É preciso conhecer e saber as coisas na prática, pois as instituições de ensino estão longe de oferecer o real ambiente de trabalho”, disse.
    Para Ludwig, o estágio é uma boa forma de praticar. “A realização do estágio numa boa empresa é muito válida como forma de completar a formação e principalmente o aprimoramento pessoal, ou seja, a personalidade, o comportamento, as atitudes que um ambiente de trabalho demanda. É preciso saber conviver com as diferenças para se manter numa empresa, e só se aprende na prática e na convivência”, considerou, lembrando que também é uma boa oportunidade de ingresso no mercado. “O estágio é a chance que se tem de mostrar serviço, do que se é capaz”, ressaltou.
    “A Expotalentos foi um evento que sensibilizou as pessoas, não as mudou e nem educou, pois o objetivo era deixá-las intrigadas com o que podem ser e fazer. Também foi uma grande oportunidade de saber algo além do livro e da internet, sentirem-se sensibilizadas, com emoção, e assim sentirem o que realmente devem e podem fazer para alcançar o sucesso. O evento foi o fósforo, o público o fogo, alguns vão pegar outros não, dependerá de cada um”, avalia o consultor.        
    Especialista em eventos, Gregory Cunha, 26 anos, assistiu a palestra de Ludwig e acredita que as orientações do palestrante serão úteis para reingressar no mercado de trabalho. “Sem dúvida vai me ajudar a reconquistar o mercado de trabalho, pois voltarei a dar importância a quem sou, ao meu talento e encontrar um trabalho que eu goste”, contou Cunha, que trabalhava com produção numa agência de publicidade no interior do Estado e agora busca empregabilidade na sua área de formação.
    Já para Francine Paterno, o evento a auxiliará a lidar com o público da empresa onde trabalha. “O evento todo, principalmente a palestra de encerramento, me despertou para a criatividade, a habilidade de lidar melhor com os mais jovens que buscam ingresso no mercado de trabalho”, revelou a representante de Recursos Humanos.   
    Expotalentos 2008 – Novidades sobre carreira, emprego, perfil profissional, tendências e oportunidades de mercado deram à Expotalentos 2008 um saldo positivo. A 1ª edição da maior feira de estágio e profissões do Sul do Brasil reuniu milhares de jovens e estudantes de 04 a 06 de novembro, no Cietep. A Expotalentos trouxe também nomes consagrados no mercado nas áreas de educação, gestão de carreiras, especialistas em RH e headhunters.
    A programação ampla composta por 112 palestras e workshops levou conhecimento sobre empreendedorismo, gerenciamento de crises e mostrou aos participantes um panorama do mercado de trabalho. Os visitantes puderam se cadastrar em programas de estágio e conhecer cases de empresas. 
    A Feira foi realizada no Centro de Exposições do Cietep, ocupando uma área de 3 mil metros quadrados. Foram 50 estandes de empresas e instituições interessadas em apresentarem seus serviços, cursos e produtos voltados à área de formação e gestão de carreira. Também foi no Centro de Exposição que o público interessado nos cursos de capacitação, vagas de estágios e produtos ofertados pelo IEL e demais entidades do Sistema Fiep, teve a oportunidade de se cadastrar e conhecer em mais detalhes os serviços. 
    Espaço Interação - Uma tenda para a convergência de idéias, com o lançamento de livros e publicações, pesquisas e estímulo ao diálogo sobre temas de interesse do público participante fez parte da programação da Feira.
Estiveram presentes no local, a atleta paraolímpica Terezinha Guilhermina; o integrante da equipe paraolímpica de futsal, Emerson de Carvalho; Ágatha Bednarczuk, atleta de ponta do vôlei de praia; Edson Luciano Ribeiro, o mais antigo titular da equipe brasileira de atletismo e Ivan Schwantes, atleta da esgrima, quatro vezes campeão brasileiro e campeão sulamericano.
    Outra novidade, foi a apresentação do footsack - esporte genuinamente curitibano e que está sendo disseminado no Brasil e no mundo, criado por Marcos Ofenbock Nascimento, que esteve no Espaço Interação contando sua trajetória profissional e os desafios do trabalho em equipe.







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